Descrição
A instalação de aquecedor a gás exige muito mais do que simplesmente colocar o aparelho na parede e conectar os flexíveis. Para que o sistema funcione com segurança e forneça água quente de maneira adequada, é necessário avaliar o modelo do aquecedor, sua capacidade, o tipo de gás, a pressão da água, a quantidade de pontos que serão utilizados, a ventilação do ambiente, a chaminé, as conexões hidráulicas e o ponto de gás existente.
A Doutor Gás Rio realiza instalação, substituição e adequação de aquecedores a gás no Rio de Janeiro, atendendo apartamentos, casas e estabelecimentos comerciais. O serviço pode incluir a fixação do aparelho, conexão aos pontos de água e gás, instalação ou adequação da chaminé, substituição de flexíveis, registros e componentes externos necessários para o funcionamento seguro do sistema.
A escolha correta do aquecedor
Uma dúvida muito comum é acreditar que o aquecedor com maior quantidade de litros será sempre a melhor opção. Na prática, o equipamento deve ser escolhido de acordo com a necessidade real do imóvel.
A capacidade informada em litros representa aproximadamente a quantidade de água quente que o aquecedor consegue fornecer por minuto em determinadas condições. Não significa que o aparelho possua um reservatório que precisa ser preenchido.
Para dimensionar corretamente um aquecedor a gás, é necessário avaliar:
- Quantas duchas poderão ser utilizadas ao mesmo tempo;
- A vazão de cada ducha;
- A existência de torneiras ou outros pontos de água quente;
- A pressão disponível na rede hidráulica;
- A temperatura da água de entrada;
- A capacidade da tubulação e do ponto de gás;
- O tipo de gás utilizado no imóvel.
Um imóvel com apenas uma ducha não precisa automaticamente de um aquecedor de grande capacidade. Da mesma forma, um apartamento com dois banheiros pode precisar de capacidades diferentes, dependendo da vazão das duchas e de quantos pontos serão usados simultaneamente.
Escolher um aparelho sem considerar essas informações pode causar demora no aquecimento, dificuldade de acionamento, variações de temperatura, baixo rendimento ou consumo desnecessário.
Visita técnica antes da instalação
A visita técnica é importante para verificar se o aquecedor escolhido é compatível com o imóvel e se o local possui condições adequadas para recebê-lo.
Durante a avaliação, são observados o ponto de gás, as entradas e saídas de água, a parede onde o equipamento será instalado, a rede elétrica quando necessária, a ventilação permanente, o trajeto da chaminé, o terminal externo e a distância entre os componentes.
Também é verificado se será necessário realizar algum serviço adicional, como:
- Adequação ou remanejamento do ponto de gás;
- Instalação de novos registros;
- Substituição dos flexíveis de água e gás;
- Construção ou alteração da tubulação;
- Instalação ou troca da chaminé;
- Criação ou adequação das aberturas de ventilação.
Essas condições interferem diretamente na segurança, na viabilidade e no orçamento do serviço. Por isso, nem sempre é possível informar o valor exato de uma instalação apenas pela capacidade ou pela marca do aquecedor.
Onde o aquecedor a gás pode ser instalado?
O aquecedor deve ficar em um ambiente que atenda às exigências de ventilação, volume, exaustão e acesso para inspeção e manutenção.
Grande parte dos aparelhos é instalada em cozinhas, áreas de serviço, varandas ou outros locais que possuam ventilação permanente e condições adequadas para conduzir os gases da combustão ao exterior.
A instalação em banheiro exige atenção especial. Aquecedores de circuito aberto não devem ser instalados em banheiros nas condições comuns. Quando se avalia um equipamento de circuito fechado, também chamado de fluxo balanceado, é necessário verificar se o aparelho, o ambiente, a entrada de ar e o sistema de exaustão atendem integralmente às normas e às exigências aplicáveis.
Portanto, não basta comprar um aquecedor de fluxo balanceado e instalá-lo em qualquer banheiro. O local precisa ser avaliado tecnicamente antes da execução.
Ventilação permanente do ambiente
A ventilação não é apenas uma janela que pode permanecer fechada. O ambiente precisa possuir aberturas permanentes adequadas, de acordo com o tipo e a potência do aparelho instalado.
Essas aberturas permitem a renovação do ar necessário à combustão e ajudam a evitar o acúmulo de gases no ambiente. Elas não devem ser bloqueadas por móveis, vidros, armários ou reformas posteriores.
Quando a ventilação existente não atende às condições necessárias, pode ser preciso realizar uma adequação antes da instalação do aquecedor.
Chaminé e exaustão dos gases da combustão
A chaminé é uma das partes mais importantes da instalação. Sua função é conduzir os gases produzidos durante o funcionamento do aquecedor para o exterior do imóvel.
O diâmetro da chaminé deve ser compatível com a saída do aparelho e com as orientações do fabricante. Não devem existir estrangulamentos, rachaduras, rasgos, furos, emendas inadequadas ou excesso de curvas e desvios.
A chaminé também precisa:
Estar firmemente conectada ao aquecedor e ao terminal;
Possuir material adequado e resistente à temperatura;
Ter o trajeto corretamente dimensionado;
Conduzir os gases da combustão para o exterior da edificação ou para uma área de ventilação permitida;
Utilizar terminal compatível;
Permanecer em condições que permitam inspeção e manutenção.
A chaminé pode atravessar o interior de um forro de gesso, desde que o trajeto seja executado conforme as normas técnicas, o manual do fabricante e as condições de segurança aplicáveis. O duto deve permanecer corretamente conectado e vedado, sem improvisações ou emendas inadequadas.
O mais importante é que a saída final da chaminé conduza os gases da combustão para uma área externa adequada. O duto não pode terminar dentro do forro, da sala ou de qualquer outro ambiente fechado.
Uma instalação incorreta pode permitir o retorno dos gases da combustão para dentro do imóvel. Entre esses gases está o monóxido de carbono, que não possui cor nem cheiro e pode causar intoxicação grave.
Flexíveis de água, gás e conexões
A instalação do aquecedor normalmente utiliza dois flexíveis de água — entrada de água fria e saída de água quente — e um componente apropriado para a ligação do gás.
Esses itens devem ser compatíveis com o aparelho, estar em boas condições e ser instalados nas posições corretas. A inversão das conexões hidráulicas ou uma ligação inadequada pode provocar mau funcionamento, vazamento de água e retorno de água para partes da instalação que não foram projetadas para recebê-la.
O ponto de gás, o registro e o flexível também devem atender ao consumo do aquecedor. Um aparelho de maior capacidade pode exigir uma vazão de gás superior à suportada pela instalação existente.
Por isso, trocar um aquecedor pequeno por um aparelho mais potente sem avaliar a tubulação pode resultar em baixo desempenho, dificuldade de acionamento ou funcionamento simultâneo inadequado com outros aparelhos.
Pressão da água e necessidade de pressurizador
A pressão da água também deve ser verificada antes da instalação do aquecedor. Quando a pressão disponível é muito baixa, o aparelho pode apresentar dificuldade para acionar, desligamentos durante o banho, pouca vazão ou variações na temperatura da água.
Essa situação pode ocorrer em casas, sobrados e apartamentos localizados nos últimos pavimentos do prédio, especialmente no último ou penúltimo andar, dependendo da posição da caixa-d’água e das condições da rede hidráulica.
Nesses casos, pode ser necessária a instalação de um pressurizador para fornecer a pressão adequada ao funcionamento do aquecedor e aos pontos de água quente.
Entretanto, o pressurizador não deve ser indicado apenas pelo andar do imóvel. Antes da instalação, é necessário medir a pressão disponível, verificar a pressão mínima exigida pelo modelo do aquecedor e avaliar a vazão necessária para as duchas e torneiras.
Durante a visita técnica, a Doutor Gás Rio verifica essas condições e orienta se o imóvel realmente precisa de pressurização e qual solução é compatível com a instalação.
Normas aplicáveis à instalação
A instalação e a adequação do aquecedor devem seguir a ABNT NBR 13103, as regras aplicáveis à rede interna de gás, o Regulamento de Instalações Prediais, as instruções da concessionária e o manual do fabricante.
Também devem ser observados:
- Local e volume do ambiente;
- Ventilação permanente;
- Tipo de aparelho e sistema de exaustão;
- Diâmetro e integridade da chaminé;
- Posição dos registros;
- Compatibilidade das conexões;
- Condições dos pontos de água e gás;
- Saída dos gases da combustão para o exterior.
Não existe uma instalação igual para todos os imóveis. O modelo do aparelho e as condições do local precisam ser analisados em conjunto.
Verificações após a instalação
Após a instalação ou adequação, devem ser verificadas as conexões de água e gás, a vedação dos componentes, o acionamento do aparelho, o aquecimento da água, a estabilidade do funcionamento e o sistema de exaustão.
Quando houver alteração na tubulação de gás, também pode ser necessário realizar teste de estanqueidade para confirmar que a instalação está devidamente vedada.
A Doutor Gás Rio trabalha com foco na instalação e na adequação segura do aquecedor, buscando identificar previamente tudo o que será necessário para evitar improvisos e problemas posteriores.
Para solicitar atendimento, entre em contato pelo WhatsApp. Para esse tipo de serviço, é necessária uma visita técnica para avaliar o aquecedor, o ambiente, os pontos de água e gás, a ventilação e a chaminé antes da apresentação do orçamento.
