Descrição
Um projeto de gás é o planejamento técnico utilizado para definir como o gás será recebido, controlado e distribuído com segurança até os aparelhos de uma residência, condomínio, comércio, restaurante ou empreendimento.
Ele não é apenas um desenho mostrando por onde a tubulação deverá passar. O projeto precisa considerar o tipo de gás utilizado, a demanda dos equipamentos, a pressão de fornecimento, o comprimento da rede, os diâmetros da tubulação, a perda de carga, os medidores, reguladores, registros, pontos de consumo, ventilação dos ambientes e demais condições de segurança.
A Doutor Gás Rio realiza projetos de gás natural e GLP no Rio de Janeiro, com responsável técnico habilitado e soluções destinadas a instalações residenciais, comerciais e condominiais.
Quando é necessário fazer um projeto de gás?
O projeto pode ser necessário em diferentes situações, como:
• construção de uma nova residência, prédio ou estabelecimento comercial;
• criação de uma rede interna de gás;
• instalação de central de gás GLP;
• construção ou alteração de prumada de gás;
• individualização de medidores;
• instalação de gás em restaurantes e cozinhas profissionais;
• ampliação da quantidade de aparelhos;
• mudança de GLP para gás natural;
• reforma ou adequação de uma instalação existente;
• exigência da Naturgy, do condomínio, da Prefeitura ou do Corpo de Bombeiros;
• regularização de uma rede que foi executada sem projeto;
• substituição de tubulação antiga ou comprometida.
Também pode ser necessário quando a instalação existente não possui capacidade para alimentar novos aparelhos, como aquecedores de maior potência, fogões industriais, fornos, churrasqueiras e equipamentos comerciais.
Projeto de gás residencial
O projeto de gás residencial pode ser elaborado para casas, apartamentos, edifícios e condomínios.
Em uma residência, são definidos os pontos destinados ao fogão, cooktop, forno, aquecedor, churrasqueira e outros aparelhos. Também são avaliados o tipo de abastecimento, o trajeto da tubulação, os registros, a ventilação dos ambientes e a posição dos medidores ou reguladores.
Em edifícios e condomínios, o projeto pode envolver prumadas, ramais internos, medição individual, quadro de medidores, registros de corte e distribuição para diferentes apartamentos.
O objetivo é garantir que todos os pontos recebam a pressão e a vazão necessárias, inclusive quando mais de um aparelho estiver funcionando ao mesmo tempo.
Projeto de gás comercial
Restaurantes, padarias, hotéis, escolas, hospitais, mercados, cozinhas industriais e outros estabelecimentos comerciais costumam possuir uma demanda de gás maior e vários equipamentos funcionando simultaneamente.
Nesses casos, o projeto precisa considerar a potência de fogões industriais, fornos, chapas, fritadeiras, assadeiras, aquecedores e demais aparelhos.
Uma tubulação dimensionada apenas pela distância, sem considerar o consumo total, pode provocar queda de pressão, chama fraca, dificuldade de funcionamento e baixo desempenho dos equipamentos.
Por isso, o projeto comercial deve calcular a demanda, avaliar a simultaneidade de uso e definir corretamente os diâmetros, reguladores, registros e demais componentes do sistema.
Projeto de central de gás GLP
Quando o imóvel utiliza GLP, o projeto pode incluir uma central formada por recipientes P13, P45, P90 ou outra configuração adequada à demanda.
O dimensionamento da central considera:
• consumo total dos aparelhos;
• quantidade de equipamentos funcionando simultaneamente;
• autonomia necessária;
• tipo e quantidade de recipientes;
• reguladores de pressão;
• coletores, válvulas e registros;
• localização da central;
• afastamentos de segurança;
• ventilação e proteção do abrigo;
• trajeto da rede até os pontos de consumo.
A central não deve ser construída primeiro para somente depois ser avaliada. O local precisa ser analisado previamente, pois uma área aparentemente disponível pode não atender às exigências de ventilação, afastamento, proteção e acesso.
Conforme o tipo de imóvel e a capacidade da central, também devem ser observadas a ABNT NBR 13523 e as exigências do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
Projeto de gás natural encanado
Nos imóveis abastecidos por gás natural, o projeto deve considerar a pressão disponibilizada, a entrada do gás, o posicionamento dos medidores e reguladores, a demanda de cada unidade e o consumo dos aparelhos.
No Rio de Janeiro, além das normas da ABNT, o projeto precisa considerar o RIP — Regulamento de Instalações Prediais — e as exigências técnicas da concessionária.
Quando houver necessidade de apresentação ou aprovação junto à Naturgy, o processo poderá exigir documentos específicos, como folha de apresentação, folha de cálculo, plantas, esquema vertical, detalhes da instalação, ART e formulários da concessionária.
A documentação necessária depende do tipo de obra, da instalação e do procedimento solicitado.
O que é analisado durante o projeto?
Antes de elaborar o projeto, é necessário reunir informações técnicas sobre o imóvel e sobre os equipamentos que serão alimentados.
A análise pode incluir:
• tipo de gás: GN ou GLP;
• finalidade residencial, comercial ou condominial;
• quantidade e potência dos aparelhos;
• consumo máximo e uso simultâneo;
• pressão de fornecimento;
• localização da entrada de gás;
• posição dos medidores e reguladores;
• comprimento e trajeto da tubulação;
• cálculo da perda de carga;
• dimensionamento dos diâmetros;
• localização dos registros;
• ventilação dos ambientes;
• sistema de exaustão dos aparelhos;
• existência de central de GLP;
• necessidade de prumadas ou ramais;
• interferências com redes elétricas, hidráulicas e estruturas da edificação.
Esses dados permitem definir uma rede capaz de alimentar os aparelhos com segurança e funcionamento adequado.
O que pode fazer parte do projeto?
Conforme o escopo contratado, o projeto de gás pode apresentar:
• planta de situação;
• planta baixa com o trajeto da tubulação;
• esquema vertical ou isométrico;
• indicação dos pontos de consumo;
• localização dos registros;
• quadro de medidores;
• posição de reguladores e abrigos;
• detalhamento da central de GLP;
• indicação dos materiais e diâmetros;
• memória ou folha de cálculo;
• notas técnicas;
• detalhes construtivos;
• especificações dos aparelhos;
• documento de responsabilidade técnica.
Quando houver uma instalação existente, também pode ser necessário realizar levantamento no local para comparar o que foi executado com as condições atuais do imóvel.
Projeto para instalação nova ou adequação de rede existente
O projeto não é destinado apenas a construções novas. Ele também pode ser necessário para analisar, reformar ou ampliar uma instalação já existente.
Quando o imóvel pretende acrescentar novos aparelhos, trocar GLP por gás natural, modificar uma central, individualizar medidores ou alterar o trajeto da tubulação, é necessário verificar se a rede atual possui capacidade para atender à nova demanda.
Nesses casos, podem ser avaliados:
• estado de conservação da tubulação;
• diâmetro existente;
• capacidade da rede;
• perda de pressão;
• medidores e reguladores;
• condições dos ambientes;
• compatibilidade dos aparelhos;
• necessidade de teste de estanqueidade;
• pontos que precisam de adequação.
Nem sempre é seguro aproveitar uma tubulação somente porque ela já existe. A rede deve ser analisada tecnicamente antes de ser incorporada ao novo projeto.
Normas aplicáveis ao projeto de gás
O projeto deve atender ao conjunto de normas e regulamentos relacionados ao tipo de instalação.
Entre as principais referências estão:
• ABNT NBR 15526, para redes internas de distribuição de gases combustíveis;
• ABNT NBR 13103, para instalação de aparelhos a gás;
• ABNT NBR 13523, para centrais de GLP;
• RIP — Regulamento de Instalações Prediais do Estado do Rio de Janeiro;
• normas e procedimentos técnicos da Naturgy;
• Notas Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro;
• manual e especificações dos fabricantes dos aparelhos.
As normas que serão aplicadas dependem do tipo de gás, do imóvel, da central, dos aparelhos e da finalidade do projeto.
Quem pode elaborar e assinar um projeto de gás?
O projeto deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado e registrado no respectivo conselho de classe, com emissão do documento de responsabilidade técnica aplicável.
A Doutor Gás Rio conta com engenheiro responsável técnico para analisar as condições da instalação, elaborar o projeto e emitir a ART quando estiver incluída no serviço contratado.
A responsabilidade técnica é importante porque identifica o profissional responsável pelos cálculos, especificações e soluções apresentadas no projeto.
Projeto, execução e teste de estanqueidade
O projeto orienta a execução, mas são etapas diferentes.
O projeto define o trajeto, os diâmetros, os materiais, os equipamentos e as condições técnicas da rede. A execução transforma essas informações em uma instalação física.
Depois da montagem da tubulação, é necessário realizar o teste de estanqueidade, conforme as condições e procedimentos aplicáveis, para verificar se a rede está vedada e sem perda de pressão.
Quando o serviço inclui acompanhamento ou execução, a Doutor Gás Rio avalia cada etapa para que a instalação final permaneça compatível com o projeto elaborado.
Visita técnica e orçamento
O valor de um projeto de gás depende da dimensão e da complexidade da instalação.
Um projeto para uma residência com poucos pontos é diferente de um projeto para condomínio, restaurante, central de GLP, prumada ou estabelecimento com diversos equipamentos.
Para elaborar o orçamento, podem ser considerados:
• tipo e tamanho do imóvel;
• quantidade de pavimentos;
• quantidade de pontos de gás;
• número e potência dos aparelhos;
• tipo de gás;
• metragem da rede;
• existência de central de GLP;
• necessidade de levantamento da instalação atual;
• quantidade de plantas e cálculos;
• necessidade de ART;
• apresentação ou acompanhamento junto aos órgãos responsáveis.
Para solicitar atendimento, entre em contato com a Doutor Gás Rio pelo WhatsApp. Nossa equipe irá analisar as informações iniciais e, quando necessário, agendar uma visita técnica para realizar o levantamento do imóvel e definir o escopo do projeto.
